Conheci o Blog Pequenos Prazeres no Enoblogs e, posteriormente, conheci a Cláudia Merquior nas comunidades do Orkut. Como compartilhamos a paixão pelos vinhos e pela música, convidei-a para um divertido “desafio enomusical”. A brincadeira é a seguinte: cada um de nós escolheu um vinho e apresentou ao outro. A partir desta escolha, tivemos que escolher uma música para “harmonizar” com o vinho. Foi muito legal a primeira experiência e espero que gostem do resultado. Segue abaixo o vinho que ela escolheu e a música que eu escolhi. No Blog dela (Clique aqui), você vai encontrar a minha sugestão de vinho e a música que ela escolheu.
______________
Jacobs Creek Syrah Cabernet 2004
É um vinho que traduz com maestria a essência do seu país de origem, a Austrália. Jovem, encorpado e instigante, ele é resultado de uma assemblage de Syrah (53%) e Cabernet Sauvignon (47%), combinação tipicamente australiana. Figurinha fácil nos free shops da vida, o Jacob`s Creek é um dos rótulos mais acessíveis da Orlando Wyndham, que está entre as principais vinícolas australianas. Nada que comprometa o seu charme. Amadeirado na medida certa, frutado, macio e com toques de pimenta, esse vinho é uma ótima companhia para carnes vermelhas e massas em geral. Foi o meu primeiro australiano, e acredito que tenha sido a porta de entrada de muita gente para os vinhos produzidos naquele país. Por aqui, o rótulo custa em torno dos R$ 60,00.
Cláudia Merquior
______________
Midnight Oil – Beds are Burning
Quando a Cláudia me enviou a nota sobre o vinho que ela tinha escolhido para este nosso “desafio” tive imediatamente a noção de onde deveria buscar a música. Tão óbvio que fiquei com medo de ser redundante demais. Tentei fugir do lugar comum, mas a cada tentativa sentia que me afastava mais e mais da harmonia perfeita. Até que me perguntei: – Ei! Qual é o problema da obviedade? Se duas coisas são boas e combinam, que mal há nisso?
O Jacob’s Creek é o vinho mais conhecido da Austrália. Não tem a pretenção de ser o melhor, mas a sua qualidade abriu portas do mercado mundial para esta atual potência da vitivinicultura mundial. Além disto, a Syrah transformou-se na uva emblemática da Austrália. Hoje, quando se fala em Syrah, o primeiro lugar do qual lembramos é, sem dúvida, a Austrália. Portanto, trata-se aqui de um vinho que é a cara da Austrália para o mundo. Como eu curto muito o rock Australiano dos anos 80/90, conhecido como Surf Music, já que fez e faz muito sucesso junto aos surfistas, minha única dúvida foi escolher a banda mais representativa. Depois de alguma reflexão, escolhi, para acompanhar o vinho, nada menos que a banda Midnight Oil. A engajada banda que tem seus primordios no início dos anos 70 e dissolveu-se em 2002. Com seu som inequivocamente australiano e suas letras de protesto (ecológico e pró-aborigenes), arrebatou uma legião de fãs por todo o mundo (incluindo eu).
A música é Beds are Burning, do Disco Diesel and Dust, de 1987. Linkei o video abaixo, da antológica apresentação da banda no encerramento das Olimpíadas de Sydney, quando tocaram Beds are Burning. É maravilhoso rever o Peter Garrett (que hoje é político na Austrália) e toda a banda em ação.
E quem disse que vinho não combina com rock?

Combina e muito!!
Ótimo o vinho e sensacional o Midnight Oil.
Adorei a brincadeira.
abs!
Alexandre
Valeu, Alexandre!!! =)
Muito legal a tua visita. Já que gostou da brincadeira, tem sempre espaço pra mais gente… rsrsrsrs
Abração
Marcelo Oliveira
Muito boa a escolha!!! Não achei nada redundante. É como você falou…pq não dar crédito se é isso que veio a sua mente logo que se falou de vinho australiano. Muito boa a escolha. Como falei para Claudia, me deu vontade de ouvir M.O apreciando o vinho em questão. Parabens!
É verdade! Nem sempre o óbvio é chato… =)
Beijão maior do mundo
Marcelo Oliveira
Há tempos não via alguém citando Midnight Oil. Em geral, quando se fala em vinho, as pessoas pensam em jazz, por ter uma fama masi requintada (rsssss).
Adoro escutar Script for A Jester’s Tear do MArillion, na penumbra, tomando um Sauvignon bem encorpado.
Pois é Marcelo!
Eu curto jazz de montão! Mas não dispenso o bom e velho rock… rsrsrs
Rapaz! Marillion é show!!! Bem lembrado… vai ficar registrado para os próximos desafios. hahahaha
Abraço
Marcelo Oliveira
Olá!
Parabéns pela otima idéia de unir vinho e música……duas coisas que eu simplesmente adoro!
Muito legal!
Jean
http://www.otanino.blogspot.com
Sensacional escolha. Como músico e crítico de música ligada ao rock posso dizer que a banda é bem representativa do rock australiano. Aliás descobriu a música da banda que eu mais gosto.
Meu gosto é bem mais pesado, mas sei admirar boa música.
Se fosse escolher uma banda australiana e uma música pra você, meu amigo Marcelo, seria Ac/Dc – For Those About to Rock (We Salute You).
Opa! Visita ilustre no Blog!!!
Seja bem vindo, grande Ripp!
AC/DC é muito bom! O último disco deles tá espetacular. Fizeram show aqui em Toronto, mas eu acabei moscando e não fui. =(
Grande abraço
Marcelo Oliveira
[...] o encontro entre blogueiros apaixonados por vinho e música, assim como a nossa amiga Cláudia na primeira edição, o Jean foi bastante gentil e acolhedor ao aceitar o convite. Acredito que, mais uma vez, o [...]